Nesta quarta-feira (11), uma operação policial em Campos dos Goytacazes resultou na prisão de dois advogados de defesa e do casal de filhos de Rogério Matos Lopes, conhecido como “Xerife”, dono de uma loja de armas e acusado de matar o empresário Renato Maciel. A ação incluiu o cumprimento de sete mandados de prisão e oito de busca e apreensão.
A operação foi desencadeada após o julgamento de Rogério, na semana passada, ser adiado devido à suspeita de coação de uma testemunha. Entre os alvos da operação estão endereços nos bairros Calabouço, IPS, Parque Leopoldina, Parque Tarcísio Miranda, Parque São Caetano e Centro, além da Penitenciária Carlos Tinoco da Fonseca, onde Rogério está detido.
Durante a operação, foram apreendidas armas na casa de Rogério. Como os documentos que comprovem o registro dessas armas não foram apresentados, elas permanecerão na delegacia.
Relembre o Caso
No dia 20 de dezembro de 2023, o empresário Renato Maciel, proprietário de uma loja de carros, foi morto a tiros dentro de seu veículo no bairro IPS. O acusado, Rogério Matos Lopes, dono de uma loja de armas, teria cometido o crime após uma discussão envolvendo uma dívida de R$ 200 mil relacionada à venda de uma caminhonete. Rogério está preso desde 31 de janeiro deste ano.
Na última segunda-feira (4), o julgamento do réu foi adiado após uma testemunha da acusação alegar ter sido coagida pelo assistente de acusação. A defesa do acusado, por sua vez, apresentou um documento sugerindo que o assistente teria alterado os depoimentos. O Ministério Público recomendou a investigação das acusações, levando o juiz a adiar o julgamento.
Manipulação de Testemunhas em Investigação
O caso ainda envolve uma disputa sobre a manipulação de testemunhas. Enquanto a defesa alega que uma testemunha foi coagida a depor contra o réu, o assistente de acusação aponta que a defesa apresentou informações incorretas para prejudicar o caso. A investigação busca esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos na tentativa de interferência no processo judicial.
A operação reforça a complexidade do caso, que envolve não apenas o crime original, mas também possíveis práticas ilícitas relacionadas à condução do julgamento.