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Sindicato realiza ato de lançamento da Campanha Nacional dos Bancários, em Campos

O Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região, realizou, na manhã desta terça
(18), um ato pelas ruas centrais da cidade de Campos dando o pontapé inicial na Campanha
Nacional dos Bancários 2024, que dá início às negociações do Comando Nacional dos Bancários,
grupo que representa bancárias e bancários de todo o Brasil com a Federação Nacional dos Bancos
(Fenaban).

Nesta terça (18), está marcada a entrega da minuta de reivindicações que servirá de base à
Campanha Nacional 2024 para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). O
documento foi construído a partir de diversas conferências estaduais e regionais em todo o país.
Também foram consideradas informações coletadas na Consulta Nacional dos Bancários, realizada
com mais de 46 mil bancárias e bancários dos bancos públicos e privados de todo o Brasil. A minuta
foi aprovada por 95% da categoria, em assembleias feitas nas bases sindicais.

Entre as prioridades, na campanha deste ano, estão o fim de cobranças excessivas para o
cumprimento de metas, a defesa dos empregos diante dos avanços tecnológicos no setor financeiro
e reajuste composto por inflação mais aumento real de 5% (INPC na data-base).

O ato percorreu as ruas do centro financeiro da cidade e a diretoria aproveitou para entrar nas
agências bancárias e dialogar com a categoria sobre o início da campanha. O presidente do
sindicato, Rafanele Alves Pereira, ressaltou que para o sucesso da campanha é necessário o
empenho de toda a categoria. “Nós bancários temos que estar unidos nessa luta. Se não tiver
participação da categoria, não conseguimos nada, mas se o bancário cruzar os braços, o banqueiro
não vai ganhar a luta. A responsabilidade é de todos, dos trabalhadores e dos sindicatos”, disse.

O funcionário do Bradesco e diretor do sindicato, Hugo André Lopes Diniz, reforçou a alta
lucratividade dos bancos e não descartou a possibilidade de greve. “Nós temos uma vantagem na
nossa categoria, que é a unidade dos trabalhadores independente de serem de bancos públicos ou
privados. Esse senso de unidade e de campanha unificada é muito importante para obtermos vitória
na campanha salarial. Se juntarmos a lucratividade dos cinco maiores bancos, Caixa Econômica
Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Itaú, esse valor se aproxima da lucratividade da
atividade petrolífera no nosso país. Se após o calendário de negociações, não houver acordo, não
está descartada a greve. E só consegue fazer greve categoria com senso de companheirismo e de
unidade. Temos que estar juntos nesse momento”, finalizou.

*Com informações da Ascom

Redação Ocorrências

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