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DESTAQUE IMPRESSO – Edição 5 – Guarda Municipal armada: proteção ou exagero?

A 5ª edição do jornal impresso do Campos Ocorrências já está disponível em diversas bancas e pontos espalhados pela cidade. Desta vez, o destaque vai para os pontos positivos e negativos da Guarda Municipal utilizar arma de fogo. Você enxerga como proteção ou exagero?

Confira a matéria de capa:

Guardas municipais armados: solução ou ameaça para Campos?

No final do mês de junho, a Prefeitura de Campos anunciou uma novidade que gerou polêmica: o armamento para guardas municipais. O assunto é avaliado de diferentes maneiras pela população, tendo em vista que uns enxergam com bons olhos, já outros acham desnecessário e preocupante. Certo é que meses após ser divulgado, o poder executivo segue sem dar muitas respostas sobre como irá funcionar o efetivo armado.

No momento, o que existe de informação é que 60 pistolas semi novas calibre .40 foram doadas para Guarda de Campos pela Prefeitura de Vila Velha. O convênio entre as prefeituras foi firmado durante audiência pública realizada em julho de 2023, na Câmara dos Vereadores, para discutir o uso de armas de fogo pelos agentes.

Conforme anunciado pelo prefeito Wladimir Garotinho, o próximo passo será o treinamento de 60 agentes do município, na cidade de Vila Velha, que é referência para todo o Brasil no armamento para guardas. Esse curso, previsto para começar no segundo semestre de 2024, será firmado por meio de outro convênio. Um segundo lote de armas deve ser enviado ao município do Norte Fluminense, após liberação do Exército e da Polícia Federal.

Após o anúncio, a pergunta do tema mais feita pelos campistas é: “Guardas de Campos estarão prontos para atuar com armas de fogo?”. O Campos Ocorrências buscou respostas para este questionamento.

Para o policial federal e conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Roberto Uchôa, o porte de armas de fogo, por si só, não resultará em melhorias na segurança pública. O especialista diz que as melhorias ocorrem somente com a implementação de políticas públicas adequadas e, principalmente, com uma presença governamental mais efetiva nas regiões mais vulneráveis.

Nesse quesito, a Prefeitura de Campos optou por se ausentar e ainda não deu muitas respostas sobre um plano de atuação dos agentes que estarão armados. Vale ressaltar que a reportagem tentou contato com a Guarda Civil Municipal de Campos por diversas vezes para tratar do assunto, mas não houve respostas.

“A gente fica preocupado com uso de armas para Guardas na cidade. Presenciamos muitas fatalidades vindas de pessoas que se dizem preparadas contra pessoas inocentes e acredito que expandir isso não seria uma boa ideia. A Prefeitura também deve dar mais explicações de como esse uso das armas vai funcionar”, disse Lúcia Maria, professora e moradora da cidade de Campos.

Roberto Uchôa ainda diz que é contra uma possível concessão indiscriminada do porte de armas a todos os integrantes da Guarda Civil Municipal. Ele enxerga as armas como ferramentas de trabalho, não um direito do servidor. O especialista entende que caso a guarda municipal tenha um plano de atuação que inclua policiamento ostensivo, o acesso a armas letais e não letais é apropriado para membros que desempenham essa função específica.

“Apesar de eu achar perigoso, eu acredito que com um bom treinamento dos Guardas pode ser bom para o município no combate a criminalidade”, respondeu Neide, também moradora de Campos.

Enquanto as principais perguntas seguem sem respostas, a população de Campos segue divergindo opiniões a respeito do armamento para os guardas da cidade.

Redação Ocorrências

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